terça-feira, 27 de abril de 2010

Tritratretá


A linha enrolada no carretel, um rapel decide praticar, longe do século um inseto a caminhar, passos leves e lentos a pesar de pesar. Longe ou perto, pregada no Teto dos cabelos do Juá.

Pra encontrar três vezes a trovoada do Tritratretá.
Que no mar de líquido florescente sem nascente corre pra algum lugar,
Ao me encontrar no caldo do loiro que vinha me temperar pra fazer de caboclo eu me virar. Pra ter coragem de infincar uma faca no bucho do sujeito que quer que queira em cima de eu dançar.
Num sou terreiro não, só me desfaço de uma mão pra ver a outra bem no meio dessa cara de melão, mamão. Pra cima de mim não Lampião...
Sou filho das Alagoas! Só trago coisa boa!
Meus filhos vão ouvir falar de tudo o que tem de bom nessa terra de pessoas que gosta de falar!
"Falo, falo, falo, mais não falo só por mim,
Falo pra um monte de gente que também pensa assim."
Trago, trago, trago mais não trago de trazer, é que o peso me ajuda a esclarecer.
Se Drummond me oferecer um pouco de sua cachaça sentado na praça, o faço conhecer um pouco da graça dessa gente sorridente! Alguns admito que nem tem dentes, proseia suavemente parecendo adormecer dentre os vales das Alagoas que alagam milhares de vezes os ânimos das pessoas.

3 comentários:

butterfly blue disse...

Se Drummond me oferecer um pouco de sua cachaça sentado na praça, o faço conhecer um pouco da graça dessa gente sorridente! Alguns admito que nem tem dentes, proseia suavemente parecendo adormecer dentre os vales das Alagoas que alagam milhares de vezes os ânimos das pessoas.

:D

Carla Félix disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
paula disse...

simplismente perfeita...vc sabe usar as palavras!!